A turma do quanto pior, melhor


A turma do quanto pior, melhor

*Franklin Maciel


O Brasil caminha à passos seguros para tornar-se uma potência mundial, tendo hoje um importante papel na geopolítica global, de modo que será cada vez mais comum dentro do debate político nacional, as relações internacionais, ao contrário do passado recente, onde o país estava sempre voltado única e exclusivamente para suas questões domésticas.


Isso acontece entre outros fatores, em função do país ter deixado de se acocorar diante dos países desenvolvidos, erguendo a cabeça e se colocando numa posição de igual para igual nas mesas de negociações, entretanto, alguns pequenos e barulhentos setores reacionários do país, beneficiários de um regime estamental e oblíquo oriundos do Brasil colonial, não se conformam com esse novo papel de protagonista do país, onde quem dita o que é melhor para o Brasil são os brasileiros e não os interesses estrangeiros.


Exercendo de modo ostensivo seu ódio de classe camuflado sob um discurso enfadonho, preconceituoso e academicista, este grupelho não se conforma com este novo país onde a origem de classe e a etnia valem menos que a competência, criando assim oportunidades não pela descendência, mas pelo mérito.


Não se conformam estes com esse novo Brasil onde não só os seus filhos, mas os filhos de todos os brasileiros, sejam eles pobres ou ricos, passam a ter condições reais de acesso à educação formal e acadêmica; onde indivíduos até então discriminados e condenados pelo nosso “enrustido” sistema de castas à um vida de segunda categoria e a serviços menos remunerados, possam ter acesso à bens e consumo como carros, passear no shopping e afins, coisa impensável em suas cabeças medievais.


Mas o que mais incomoda esses “nobres” , baluartes da defesa da tradição, família e propriedade, é a distribuição de riqueza nacional mais humana e proporcional, onde gradualmente, todos os brasileiros e não apenas alguns setores privilegiados, passam a ser beneficiários, corrigindo distorções históricas e criando bases sólidas para esse novo Brasil que não se curva à ninguém, mas é humano e generoso o suficiente para estender o progresso e a prosperidade não só ao seu povo, mas à todos os rincões deste mundo.


E é exatamente isso que está em jogo nesses eleições: Um Brasil cada vez mais confiante e seguro de si e com forte presença no mundo ou o retorno ao atraso, à submissão aos interesses internacionais.


Um Brasil que não precisa ler no New York Times se a vida aqui é boa, pois basta olhar o sorriso e a esperança estampados no rosto da sua gente para saber que aqui é um bom lugar pra se viver, um Brasil onde as pessoas valem pelo que são e não por quanto carregam no bolso.


Assim, podem essas velhas raposas cuspir seu ódio verborrágico à vontade, podem caluniar, inventar mentiras, fazerem-se de vítimas, injustiçados que não vai colar, o povo está maduro e preparado para o que é melhor, e que venha esse novo Brasil de Todos nós!


Franklin Maciel

Cientista Social


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