Dia da mulher: uma busca por representação


Dia da mulher: uma busca por representação

*Franklin Maciel

Março é conhecido como o mês onde se reflete sobre as conquistas, desafios e condições das mulheres em todo o globo. Este mês, não por acaso, foi escolhido em função das constantes lutas políticas femininas travadas no início do séc XX , por melhores condições de trabalho, como redução da jornada, melhoria nos salários, segurança social, entre outros. Muita coisa avançou desde então, entretanto, ainda estamos muito distantes de uma sociedade justa entre homens e mulheres.

Apesar de constituírem a maioria da população (52%) e de ocuparem alguns cargos chaves na constituição de governos e instituições, essa participação é ainda muito tímida, não chegando à 10% dos postos, o que coloca a mulher numa posição de grande desvantagem na hora de discutir sobre temas que lhe sejam importantes, como o planejamento familiar, que tem sido um dos principais fatores de empobrecimento das famílias, famílias essas que, hoje, em grande parte (mais de um terço dos lares) são comandadas por mulheres. E isso por que?

Porque, de forma geral, mulher não vota em mulher! Porque, ao contrário das mobilizações do passado que lhes garantiram avanços, a mulher média, aquela que é mãe, assalariada, empresária, do lar, se afastou do engajamento político e social, voltando sua preocupação para o núcleo familiar e para o mercado, deixando a política à cargo dos homens.

Esse baixo interesse pela política demonstrado pelas mulheres (basta ver o baixo número de mulheres em qualquer reunião política e as dificuldade encontradas pelos partidos na hora de atingir os 30% de candidatos de ambos os sexos), estimulado muito pela imagem negativa da política associada à toda espécie de falcatruas e pelo senso comum de que a política não resolve nada, tem permitido que este quadro se mantenha estagnado, o que é péssimo para que o país avance em questões cruciais como distribuição de renda e justiça social.

Mais do que retórica e reflexão é preciso que haja ações e participação mais efetiva das mulheres no conjunto social, sugerindo, propondo e exigindo mudanças.

Essa mulher que é mãe, é guerreira, não pode mais cruzar os braços, cuidar da própria vida e esperar que as coisas se resolvam por si só. Estamos às vésperas de eleições municipais, onde mais uma vez as mulheres representam a maioria absoluta do eleitorado e tem tudo pra virar o jogo, ocupar maior espaço e representatividade, construindo assim uma sociedade mais justa e fraterna para todos. Mulheres, à luta sempre!

Franklin Maciel

Coordenador Regional Partido Verde

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